LUIS S.L
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Atleta que mais vezes vestiu o Manto São-Paulino, Rogério é a síntese do espírito tricolor. Talentoso, competente, obstinado e único, o Maior Goleiro Artilheiro do Mundo especializou-se em bater recordes em seus mais de 20 anos no clube. Centenário, chegou aos 100 gols na carreira (56 de falta e 44 de pênalti) em uma inesquecível vitória no Majestoso, na Arena Barueri, em 27 de março de 2011.
Jessica _ Cláudio -Euro Copa 2011
França define nove cidades-sede para a Eurocopa 2016
Gazeta Press
20 de maio de 2011 às 17:41
A França definiu as nove cidades que serão sede da Eurocopa 2016: Lens, Lille Lyon, Marselha, Nancy, Nice, Paris e Saint-Denis. Surpreendentemente Saint-Etienne e Toulouse ficaram de fora e figuram apenas na lista reserva.
‘Todas as propostas eram de muito elevado padrão, mas a escolha foi muito clara e decidida na primeira rodada de votação’, disse o presidente da Federação Francesa de Futebol, Fernand Duchaussoy.
A princípio, só serão construídos novos estádios em Bordeaux, Lille, Lyon e Nice. As outras cidades terão suas arenas reformadas.
A França derrotou Turquia e Itália para ser eleita a sede do torneio, que, em 2016, reunirá pela primeira vez 24 seleções – na edição de 2008, foram 16 participantes. Antes disso, porém, em 2012, a Eurocopa será disputada na Polônia e na Ucrânia.
‘Todas as propostas eram de muito elevado padrão, mas a escolha foi muito clara e decidida na primeira rodada de votação’, disse o presidente da Federação Francesa de Futebol, Fernand Duchaussoy.
A princípio, só serão construídos novos estádios em Bordeaux, Lille, Lyon e Nice. As outras cidades terão suas arenas reformadas.
A França derrotou Turquia e Itália para ser eleita a sede do torneio, que, em 2016, reunirá pela primeira vez 24 seleções – na edição de 2008, foram 16 participantes. Antes disso, porém, em 2012, a Eurocopa será disputada na Polônia e na Ucrânia.
Corinthians perde do Tolima e tem queda histórica na Pré-Libertadores
O maior sonho do Corinthians para a temporada de 2011 acabou antes mesmo de começar. Jogando em Ibagué, na Colômbia, o time paulista perdeu por 2 a 0 nesta quarta-feira para o Tolima pela Pré-Libertadores, dando um adeus precoce à classificação para o principal torneio do continente. A derrota veio com gols de Santoya e Medina no segundo tempo, e ainda teve cartão vermelho do peruano Ramírez, expulso por uma cotovelada dois minutos depois de entrar em campo.
É a primeira vez na história que uma equipe brasileira é eliminada na fase preliminar da Copa Libertadores. Na outra partida desta quarta, o Grêmio bateu por 3 a 1 o Liverpool, do Uruguai, no Estádio Olímpico, e assegurou sua passagem à fase de grupos.
paixão pelo futbol
Destaque da Semana
Termina amanhã a décima nona copa do mundo de futebol. Com o Brasil e a Argentina de fora, pelo menos podemos nos dar ao luxo de torcer pelo bom futebol. Isso porque, numa imaginada final entre os dois rivais, pouco importa para o torcedor a qualidade do futebol. Vale gol de mão, em impedimento,com falta no goleiro, no último minuto da prorrogação. Mas, numa situação rara, pois o futebol adora ser uma caixinha de surpresas, enfrentam-se na finalíssima duas das seleções que apresentaram o melhor do futebol do torneio: Espanha e Holanda.
A Espanha chegou como uma das favoritas, trazendo na bagagem o título europeu de seleções conquistado frente à poderosa Alemanha, novamente batida na semifinal. Com um futebol rápido, incisivo, criativo, a Espanha vai tentar apagar a fama de lutar, lutar e sempre morrer na praia.
A Holanda vem de uma campanha impecável, atropelou todos os seus adversários e desbancou o sempre favorito Brasil. Quem sabe, a novíssima laranja mecânica vá fazer justiça às equipes das copas de 74 e 78, quando o fantástico carrossel imaginado pelo técnico Rinus Michels e comandado pelo genial Johan Cruijff maravilhou a todos, mas não levou a taça, perdendo na final para a própria Alemanha e para a Argentina, respectivamente.
É… esta final tem tudo para ser um belo espetáculo de futebol.
A Espanha chegou como uma das favoritas, trazendo na bagagem o título europeu de seleções conquistado frente à poderosa Alemanha, novamente batida na semifinal. Com um futebol rápido, incisivo, criativo, a Espanha vai tentar apagar a fama de lutar, lutar e sempre morrer na praia.
A Holanda vem de uma campanha impecável, atropelou todos os seus adversários e desbancou o sempre favorito Brasil. Quem sabe, a novíssima laranja mecânica vá fazer justiça às equipes das copas de 74 e 78, quando o fantástico carrossel imaginado pelo técnico Rinus Michels e comandado pelo genial Johan Cruijff maravilhou a todos, mas não levou a taça, perdendo na final para a própria Alemanha e para a Argentina, respectivamente.
É… esta final tem tudo para ser um belo espetáculo de futebol.
Por isso, o Rádio Vivo, em véspera de decisão, quer destacar a crônica do jornalista e escritor Xico Sá, colunista da Folha de S.Paulo, publicada na Revista ESPN de Maio deste ano. Ele diz:
“Uma das coisas mais admiráveis no futebol é a possibilidade de cada torcedor ver de uma forma um mesmo lance polêmico. Mil câmeras, mil recursos modernos, porém, não tem acordo, não tem jeito. Não há tira-teima para o olhar marejado pelas paixões clubísticas. Falta de sensatez, cegueira, paixão burra e desmedida? Nécaras. Somos totalmente fiéis às nossas retinas naquele momento. É o que vemos mesmo.
Não é o caso de simplesmente querer levar vantagem e criar uma versão para o que testemunhamos. Não se trata de sermos mentirosos a favor dos nossos clubes no instante do lance. É tudo o que vimos, à vera, com os olhos que a terra biblicamente há de comer. E pronto.
Não é nada igual à queda que temos com a mulherada. Nem chega próximo. Por um detalhe assim nem tão pequeno de nós dois: o amor por uma mulher passa, pelo time do coração é para o resto da vida. (…) No futebol, a loucura é ad infinutum, para século seculorum, amém. Se por um rabo de saia cegamos por um tempo, pelo clube e pela seleção o amor já nasce, cresce e morre cego. O torcedor sensato não existe. É uma fraude. Sensatez é qualidade (ou defeito) de comentarista, de profissional da área, de quem vive disso.
Quando disse que o videoteipe era burro, ainda no tempo em que a TV cobria os jogos com poucas câmeras e sofisticação zero, o tio Nelson explicava, qual um Freud ludopédico e pó de arroz, essa cegueira toda.
Mil geringonças e modernidades depois, os cavalheiros das mesas redondas repetem mil vezes um lance e até chegam às suas conclusões. Os torcedores não. Na hora do embate, nem se fala, cada um vê conforme suas camisas. E vê mesmo. Não está blefando ou de olho apenas no resultado da peleja.
(…)
Comparar com o amor ou a paixão por uma mulher qualquer é até covardia da parte do cronista. Se guarda alguma semelhança é com o amor de mãe. Mais o que ela sente por nós do que nós – mesmo com todo Complexo de Édipo Futebol Clube – sentimos por ela. Uma mãe pode ver mil vídeos com o filho roubando, flagrante delito, que mesmo assim o defende. E não defende simplesmente para o livrar da cadeia. É que não consegue enxergar, hora alguma, o seu rebento naquela situação desagradável ou fraudulenta. Mesmo assim é um fanático flamenguista, um atleticano idem, um palmeirense maluco, um corintiano roxo, um cego pelo Sport, um tricolor baiano, um vascaíno que tatua a pele com a cruz de Malta, um doente de qualquer praça ou clube.
Mil geringonças e modernidades depois, os cavalheiros das mesas redondas repetem mil vezes um lance e até chegam às suas conclusões. Os torcedores não. Na hora do embate, nem se fala, cada um vê conforme suas camisas. E vê mesmo. Não está blefando ou de olho apenas no resultado da peleja.
(…)
Comparar com o amor ou a paixão por uma mulher qualquer é até covardia da parte do cronista. Se guarda alguma semelhança é com o amor de mãe. Mais o que ela sente por nós do que nós – mesmo com todo Complexo de Édipo Futebol Clube – sentimos por ela. Uma mãe pode ver mil vídeos com o filho roubando, flagrante delito, que mesmo assim o defende. E não defende simplesmente para o livrar da cadeia. É que não consegue enxergar, hora alguma, o seu rebento naquela situação desagradável ou fraudulenta. Mesmo assim é um fanático flamenguista, um atleticano idem, um palmeirense maluco, um corintiano roxo, um cego pelo Sport, um tricolor baiano, um vascaíno que tatua a pele com a cruz de Malta, um doente de qualquer praça ou clube.
O amor carnal é vesgo, míope, tem muitos defeitos e variações, mas cego mesmo de tudo, de nascença, somente o amor materno ou o amor ao time do peito, à seleção do coração”.
Terminada a Copa, voltamos à nossa paixão doméstica, ao amor desvairado pelo time que esse ano há de ganhar, há de ser campeão…
mario-fotos da independe
O primeiro tempo de Fluminense e São Paulo foi marcado mais pela pegada do que a técnica, por parte de ambas as equipes, e o que se viu foi muita marcação e poucos lances de gol. Foram várias as entradas da maca no gramado, principalmente para retidar atletas do clube paulista.
O Fluminense tentava tomar a iniciativa da partida, mas sofria com a falta de organização e alguns jogadores tentando resolver tudo sozinhos. Para piorar, Conca recebia marcação individual de Wellington, e era anulado em campo. Já o São Paulo procurava explorar os contra-ataques com a vitalidade e atécnica da dupla Lucas/Dagoberto.
A estratégia são-paulina começou a dar certo aos 33min. Lucas tocou para Casemiro na frente da meia lua da área. O meia enfiou na área para Dagoberto que penetrava por entre a zaga do Flu, e o atacante chutou por cima de Ricardo Berna para abrir o placar em São Januário.
As duas equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo, mas antes que o Fluminense pudesse iniciar uma reação, O São Paulo chegou ao segundo gol. Lucas avançou pela esquerda, se livrou da zaga, cortou para o meio da área, e, no meio de três defensores, chutou para vencer Ricardo Berna e ampliar o placar: 2 a 0.
O Fluminense tentava tomar a iniciativa da partida, mas sofria com a falta de organização e alguns jogadores tentando resolver tudo sozinhos. Para piorar, Conca recebia marcação individual de Wellington, e era anulado em campo. Já o São Paulo procurava explorar os contra-ataques com a vitalidade e atécnica da dupla Lucas/Dagoberto.
A estratégia são-paulina começou a dar certo aos 33min. Lucas tocou para Casemiro na frente da meia lua da área. O meia enfiou na área para Dagoberto que penetrava por entre a zaga do Flu, e o atacante chutou por cima de Ricardo Berna para abrir o placar em São Januário.
As duas equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo, mas antes que o Fluminense pudesse iniciar uma reação, O São Paulo chegou ao segundo gol. Lucas avançou pela esquerda, se livrou da zaga, cortou para o meio da área, e, no meio de três defensores, chutou para vencer Ricardo Berna e ampliar o placar: 2 a 0.
Aos 9min, o São Paulo sofreu uma baixa. Rogério Ceni sentiu uma contusão e teve de ser substituido por Denis. Já o Flu tentava na base do desespero se mandar para o ataque em busca do gol, mas trocava muitos passes sem conseguir penetrar.
O Flu continuou tentando desordenadamente a reação até o fim, e, já nos acréscimos, quase consegue o gol de honra. Após cobrança de escanteio de Souza, a zaga do São Paulo cabeceia contra o próprio gol e quase faz contra.
Destaque da Semana
Termina amanhã a décima nona copa do mundo de futebol. Com o Brasil e a Argentina de fora, pelo menos podemos nos dar ao luxo de torcer pelo bom futebol. Isso porque, numa imaginada final entre os dois rivais, pouco importa para o torcedor a qualidade do futebol. Vale gol de mão, em impedimento,com falta no goleiro, no último minuto da prorrogação. Mas, numa situação rara, pois o futebol adora ser uma caixinha de surpresas, enfrentam-se na finalíssima duas das seleções que apresentaram o melhor do futebol do torneio: Espanha e Holanda.
A Espanha chegou como uma das favoritas, trazendo na bagagem o título europeu de seleções conquistado frente à poderosa Alemanha, novamente batida na semifinal. Com um futebol rápido, incisivo, criativo, a Espanha vai tentar apagar a fama de lutar, lutar e sempre morrer na praia.
A Holanda vem de uma campanha impecável, atropelou todos os seus adversários e desbancou o sempre favorito Brasil. Quem sabe, a novíssima laranja mecânica vá fazer justiça às equipes das copas de 74 e 78, quando o fantástico carrossel imaginado pelo técnico Rinus Michels e comandado pelo genial Johan Cruijff maravilhou a todos, mas não levou a taça, perdendo na final para a própria Alemanha e para a Argentina, respectivamente.
É… esta final tem tudo para ser um belo espetáculo de futebol.
Por isso, o Rádio Vivo, em véspera de decisão, quer destacar a crônica do jornalista e escritor Xico Sá, colunista da Folha de S.Paulo, publicada na Revista ESPN de Maio deste ano. Ele diz:
“Uma das coisas mais admiráveis no futebol é a possibilidade de cada torcedor ver de uma forma um mesmo lance polêmico. Mil câmeras, mil recursos modernos, porém, não tem acordo, não tem jeito. Não há tira-teima para o olhar marejado pelas paixões clubísticas. Falta de sensatez, cegueira, paixão burra e desmedida? Nécaras. Somos totalmente fiéis às nossas retinas naquele momento. É o que vemos mesmo.
Não é o caso de simplesmente querer levar vantagem e criar uma versão para o que testemunhamos. Não se trata de sermos mentirosos a favor dos nossos clubes no instante do lance. É tudo o que vimos, à vera, com os olhos que a terra biblicamente há de comer. E pronto.
Não é nada igual à queda que temos com a mulherada. Nem chega próximo. Por um detalhe assim nem tão pequeno de nós dois: o amor por uma mulher passa, pelo time do coração é para o resto da vida. (…) No futebol, a loucura é ad infinutum, para século seculorum, amém. Se por um rabo de saia cegamos por um tempo, pelo clube e pela seleção o amor já nasce, cresce e morre cego. O torcedor sensato não existe. É uma fraude. Sensatez é qualidade (ou defeito) de comentarista, de profissional da área, de quem vive disso.
Quando disse que o videoteipe era burro, ainda no tempo em que a TV cobria os jogos com poucas câmeras e sofisticação zero, o tio Nelson explicava, qual um Freud ludopédico e pó de arroz, essa cegueira toda.
Mil geringonças e modernidades depois, os cavalheiros das mesas redondas repetem mil vezes um lance e até chegam às suas conclusões. Os torcedores não. Na hora do embate, nem se fala, cada um vê conforme suas camisas. E vê mesmo. Não está blefando ou de olho apenas no resultado da peleja.
(…)
Comparar com o amor ou a paixão por uma mulher qualquer é até covardia da parte do cronista. Se guarda alguma semelhança é com o amor de mãe. Mais o que ela sente por nós do que nós – mesmo com todo Complexo de Édipo Futebol Clube – sentimos por ela. Uma mãe pode ver mil vídeos com o filho roubando, flagrante delito, que mesmo assim o defende. E não defende simplesmente para o livrar da cadeia. É que não consegue enxergar, hora alguma, o seu rebento naquela situação desagradável ou fraudulenta. Mesmo assim é um fanático flamenguista, um atleticano idem, um palmeirense maluco, um corintiano roxo, um cego pelo Sport, um tricolor baiano, um vascaíno que tatua a pele com a cruz de Malta, um doente de qualquer praça ou clube.
O amor carnal é vesgo, míope, tem muitos defeitos e variações, mas cego mesmo de tudo, de nascença, somente o amor materno ou o amor ao time do peito, à seleção do coração”.
Terminada a Copa, voltamos à nossa paixão doméstica, ao amor desvairado pelo time que esse ano há de ganhar, há de ser campeão…
Termina amanhã a décima nona copa do mundo de futebol. Com o Brasil e a Argentina de fora, pelo menos podemos nos dar ao luxo de torcer pelo bom futebol. Isso porque, numa imaginada final entre os dois rivais, pouco importa para o torcedor a qualidade do futebol. Vale gol de mão, em impedimento,com falta no goleiro, no último minuto da prorrogação. Mas, numa situação rara, pois o futebol adora ser uma caixinha de surpresas, enfrentam-se na finalíssima duas das seleções que apresentaram o melhor do futebol do torneio: Espanha e Holanda.
A Espanha chegou como uma das favoritas, trazendo na bagagem o título europeu de seleções conquistado frente à poderosa Alemanha, novamente batida na semifinal. Com um futebol rápido, incisivo, criativo, a Espanha vai tentar apagar a fama de lutar, lutar e sempre morrer na praia.
A Holanda vem de uma campanha impecável, atropelou todos os seus adversários e desbancou o sempre favorito Brasil. Quem sabe, a novíssima laranja mecânica vá fazer justiça às equipes das copas de 74 e 78, quando o fantástico carrossel imaginado pelo técnico Rinus Michels e comandado pelo genial Johan Cruijff maravilhou a todos, mas não levou a taça, perdendo na final para a própria Alemanha e para a Argentina, respectivamente.
É… esta final tem tudo para ser um belo espetáculo de futebol.
Por isso, o Rádio Vivo, em véspera de decisão, quer destacar a crônica do jornalista e escritor Xico Sá, colunista da Folha de S.Paulo, publicada na Revista ESPN de Maio deste ano. Ele diz:
“Uma das coisas mais admiráveis no futebol é a possibilidade de cada torcedor ver de uma forma um mesmo lance polêmico. Mil câmeras, mil recursos modernos, porém, não tem acordo, não tem jeito. Não há tira-teima para o olhar marejado pelas paixões clubísticas. Falta de sensatez, cegueira, paixão burra e desmedida? Nécaras. Somos totalmente fiéis às nossas retinas naquele momento. É o que vemos mesmo.
Não é o caso de simplesmente querer levar vantagem e criar uma versão para o que testemunhamos. Não se trata de sermos mentirosos a favor dos nossos clubes no instante do lance. É tudo o que vimos, à vera, com os olhos que a terra biblicamente há de comer. E pronto.
Não é nada igual à queda que temos com a mulherada. Nem chega próximo. Por um detalhe assim nem tão pequeno de nós dois: o amor por uma mulher passa, pelo time do coração é para o resto da vida. (…) No futebol, a loucura é ad infinutum, para século seculorum, amém. Se por um rabo de saia cegamos por um tempo, pelo clube e pela seleção o amor já nasce, cresce e morre cego. O torcedor sensato não existe. É uma fraude. Sensatez é qualidade (ou defeito) de comentarista, de profissional da área, de quem vive disso.
Quando disse que o videoteipe era burro, ainda no tempo em que a TV cobria os jogos com poucas câmeras e sofisticação zero, o tio Nelson explicava, qual um Freud ludopédico e pó de arroz, essa cegueira toda.
Mil geringonças e modernidades depois, os cavalheiros das mesas redondas repetem mil vezes um lance e até chegam às suas conclusões. Os torcedores não. Na hora do embate, nem se fala, cada um vê conforme suas camisas. E vê mesmo. Não está blefando ou de olho apenas no resultado da peleja.
(…)
Comparar com o amor ou a paixão por uma mulher qualquer é até covardia da parte do cronista. Se guarda alguma semelhança é com o amor de mãe. Mais o que ela sente por nós do que nós – mesmo com todo Complexo de Édipo Futebol Clube – sentimos por ela. Uma mãe pode ver mil vídeos com o filho roubando, flagrante delito, que mesmo assim o defende. E não defende simplesmente para o livrar da cadeia. É que não consegue enxergar, hora alguma, o seu rebento naquela situação desagradável ou fraudulenta. Mesmo assim é um fanático flamenguista, um atleticano idem, um palmeirense maluco, um corintiano roxo, um cego pelo Sport, um tricolor baiano, um vascaíno que tatua a pele com a cruz de Malta, um doente de qualquer praça ou clube.
O amor carnal é vesgo, míope, tem muitos defeitos e variações, mas cego mesmo de tudo, de nascença, somente o amor materno ou o amor ao time do peito, à seleção do coração”.
Terminada a Copa, voltamos à nossa paixão doméstica, ao amor desvairado pelo time que esse ano há de ganhar, há de ser campeão…
Neimar
Neymar estreou no time profissional do Santos em 7 de março de 2009, contra o Oeste, de ITAPOLIS, partida vencida pelo Santos por 2-1 e válida pelo Campeonato Paulista.[5] Neymar marcou o primeiro gol da carreira em 15 de março de 2009, contra o Mogi Mirim, no Estádio do Pacaembu, partida vencida pelo Santos por 3-0 e válida pelo Campeonato Paulista.
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